29. maio 2025

Pentecostes é considerado o aniversário da igreja. Mas, como uma planta que germina no subsolo antes que os primeiros brotos surjam, as origens da igreja são mais profundas e anteriores.

No Pentecostes, a Igreja fez uma aparição visível e tangível: os discípulos pregaram publicamente e Pedro proclamou poderosamente o Cristo crucificado e ressuscitado. Milhares foram batizados. Mas o que se tornou visível aqui já estava lá antes. A igreja não começa repentinamente, mas se desdobra em vários estágios.

O fundamento é o próprio Cristo: por meio de Sua atividade, Sua morte e Sua vitória na Páscoa. Finalmente, em Sua ascensão, o Ressuscitado voltou para o Pai, anunciou o Consolador e Ajudador e confirmou a missão dos discípulos: "Sereis Minhas testemunhas..."

Mas, nesse meio tempo – entre a ascensão de Cristo e o Pentecostes – a jovem igreja não permaneceu inativa.

Após a ascensão de Cristo, a igreja se torna ativa

O que aconteceu imediatamente após a ascensão de Cristo? Ao contrário da época logo após a Páscoa, os discípulos não se retiravam mais com medo. Eles não estavam esperando passivamente para ver se o milagre de Pentecostes realmente aconteceria. Pelo contrário, eles começaram a trabalhar.

Eles ficaram juntos em Jerusalém unânimes em oração. Eles falaram sobre a palavra de Deus. Embora o público ainda fosse pequeno - cerca de 120 pessoas - o evangelho foi proclamado. E organizaram-se: elegeram outro apóstolo, Matias, para completar o seu círculo.

Esses passos não eram apenas eventos transitórios, mas já eram uma expressão da vida da igreja: comunhão, pregação da palavra, oração, ministério.

A ascensão, portanto, não marca a retirada de Deus, mas é a transição para uma nova fase: Cristo não estava mais ativo visível e fisicamente, mas por meio de Sua igreja. O bastão havia sido passado adiante. A igreja continuou a trabalhar em nome do Senhor.

Não se baseou em seus próprios recursos, mas viveu da autorização de Cristo. E a igreja começou a fazer o que ainda faz hoje: reunir-se, orar, pregar, chamar e enviar.

"Por que você fica olhando para o céu?"

Esta foi a pergunta que levou os discípulos a seguir em frente. Foi um alerta amoroso. Sim, o Senhor havia ressuscitado. Mas isso não era motivo para ficar sem vida e inativo. Pelo contrário, foi um motivo para seguir em frente. Este chamado ainda se aplica à igreja hoje: "Não fique aí maravilhado, mas aja! Viva sua missão!"

Porque há pessoas no meio da sociedade que estão esperando. Alguns estão procurando o significado da vida e estão se perguntando de onde são e para onde estão indo. Eles estão se perguntando sobre o propósito da vida e estão buscando orientação. Eles estão procurando por sua própria autoestima. Outros já estão buscando a salvação, movidos pela mágoa, culpa ou anseio, e estão procurando um encontro de cura com Deus.

A busca de sentido pode tornar-se uma busca de salvação quando encontra Cristo.

Portanto, a Igreja não é chamada a ficar de braços cruzados, mas a agir: a encontrar, acompanhar e testemunhar.

Céu, altar, missão

Felizmente, a igreja e as pessoas na igreja não estão sozinhas nesta missão. Porque a ascensão de Cristo não é uma despedida, não é um distanciamento da sua parte: Cristo «foi», foi arrebatado para o céu. Exatamente o oposto é o caso.

É precisamente por meio de sua exaltação que ele se torna presente em todos os lugares: por meio do Espírito, por meio dos sacramentos e por meio da palavra viva de Deus. Aqueles que estão no altar não olham para cima maravilhados, mas reconhecem que é aqui que o céu e a terra se encontram. Assim, o serviço divino torna-se o lugar onde Cristo está presente como o Senhor exaltado no meio dos Seus – não como uma figura distante, mas como uma presença no Espírito.


A mensagem da ascensão de Cristo ainda se aplica hoje: "Agora é a sua vez".