28. agosto 2025

Nem o ministério nem a realização trazem salvação, mas coração e atitude. E para todos aqueles que estão ativamente envolvidos na Igreja, isso significa, segundo o apóstolo maior: servir por amor, sem esperar nada em troca.

Em 2 de maio de 2025, cerca de 1.400 fieis se reuniram em Palanca/Luanda, Angola, para um serviço divino para ministros e esposas com o Apóstolo Maior Jean-Luc Schneider. Ele foi acompanhado pelos apóstolos de distrito Stefan Pöschel, John Schnabel e Kububa Soko, pelo apóstolo de distrito adjunto João Misselo e pelo apóstolo Dimitrios Diniz. A base do serviço divino foi Mateus 7:21: "Nem todo aquele que me diz: 'Senhor, Senhor', entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus."

A tarefa de se alimentar adequadamente

No início, o apóstolo maior concentrou sua atenção na essência da ação espiritual. "Servimos ao Senhor, não aos seres humanos", enfatizou. "Não servimos ao apóstolo maior, ao apóstolo de distrito ou aos apóstolos. E isso é um grande consolo." O que é decisivo é o que Cristo espera dos ministros: eles devem "dar ao povo de Deus o alimento certo no tempo certo". Este alimento nada mais é do que o Evangelho.

Mas nem todas as porções atendem a esse requisito. Trata-se de dar a comida certa na hora certa. "Não basta compreender e conhecer a doutrina de Jesus Cristo e a doutrina da Igreja Nova Apostólica. Também devemos dar a comida na hora certa. Para isso, é necessária a proximidade com a comunidade: "Devemos estar próximos de nossos irmãos e irmãs. Não se trata de pregar, trata-se de assistência espiritual."

O ministério e as obras não são garantia

O apóstolo maior advertiu em detalhes contra vincular a salvação a ministérios ou realizações. "Um apóstolo maior não vai necessariamente para o céu. Mesmo que ele tenha feito um trabalho fantástico." Ele se lembrou de João Batista: ele havia cumprido sua comissão perfeitamente e, no entanto, não alcançou sua própria salvação.

"Embora tenhamos cumprido nossa comissão perfeitamente, isso não é garantia de que estaremos presentes no dia do Senhor. Paulo até diz que boas obras não são suficientes. O que é decisivo continua a ser a atitude interior: a própria fé, o próprio amor, a própria esperança. "E é isso que precisamos ter em mente. Faço a vontade do Senhor?"

Examinando a atitude do coração

"Temos que lidar: a atitude do meu coração está certa? Eu realmente sirvo em meu ministério como Jesus Cristo espera de mim?" Para reconhecer a atitude correta, o apóstolo maior mencionou vários "sinais de alerta".

  • Uma interpretação errônea do ministério: "Se o ministério é visto como uma oportunidade de ser respeitado, de ganhar prestígio, de exercer um certo poder, então algo não está certo." A inveja e as lutas pelo poder são perigos que também podem surgir dentro da Igreja.
  • Gestão do dinheiro: "Jesus entrou no templo e expulsou os vendedores. Ele disse muito claramente: Ninguém pode servir a dois senhores: Mamom e o Senhor". Quando a posição no ministério se torna um meio de enriquecimento, a comissão falhou.
  • Um foco excessivo nas coisas terrenas: "Quando os ministros estão excessivamente preocupados com assuntos terrenos, sempre tenho medo de que eles queiram exercer seu poder. Nossa tarefa é dar a comida certa na hora certa, não governar.
  • Hipocrisia: "Vocês são como túmulos no cemitério. Por fora são muito bonitos, completamente caiados, mas por dentro estão cheios de ossos e sujeira. O apóstolo maior concentrou a sua atenção nestas palavras de Jesus. A má conduta secreta mina toda a credibilidade.
  • O desejo de condenar e punir: Pelo contrário, referia-se ao trato de Jesus com a mulher adúltera e com Zaqueu. "Nosso trabalho não é julgar e punir, mas amar. E quando aqueles que nos foram confiados se sentirem amados o suficiente, eles mudarão. O Senhor o fará!"

Servindo por amor

No final, o apóstolo maior trouxe seus pensamentos de volta à imagem do serviço. "O maior entre vós será vosso servo." O exemplo de Jesus no lava-pés é a norma para todos. "Se você olhar de perto, Ele falou de um 'escravo'. Devemos servir como escravos, isto é, sem receber nada em troca."

Não se trata de reconhecimento ou sucesso, mas de gratidão e amor a Cristo. "Nós apenas fazemos isso por amor a Deus e ao próximo." Quem assim servir pode aguardar a promessa: "Participaremos da grande ceia no céu. O próprio Jesus nos servirá."