5.3.3.5 Juramento - voto
No contexto do segundo mandamento também se coloca a questão de saber se é permitido jurar ou fazer um voto invocando o nome de Deus. Em Israel, isso era permitido (Dt 6,13; Dt 10,20); mas no sermão da montanha, foi proibida tal jura (Mt 5,33-37).
As afirmações divergentes no Novo Testamento sobre o juramento (Tg 5,12; Rm 1,9; 2Cor 1,23; Fl 1,8 e mais) permitem deduzir que a proibição de jurar não era considerada uma regra comportamental geral. A tradição cristã adota esta interpretação e associa a proibição expressa por Jesus apenas ao juramento leviano na vida quotidiana, mas, por exemplo, não a associa ao juramento em tribunal. Quem invocar Deus como testemunha, ao usar uma fórmula de juramento obrigatória ("Juro por Deus!"), para expressar o seu compromisso de preservar a veracidade perante o Eterno, está a fazer uma profissão pública da sua fé em Deus Omnipotente e Omnisciente. Este tipo de juramento também não é considerado pecado.
SÍNTESE
Através do nome "Javé" — "Eu serei, o que serei" ou "Eu sou o que sou" — Deus dá-se a conhecer como Aquele que é absolutamente idêntico, inalterável e eterno. (5.3.3.1)
Uma utilização abusiva do nome de Deus é blasfémia. (5.3.3.2)
O segundo mandamento é o único dos mandamentos que contém uma ameaça de castigo. (5.3.3.3)
É uma advertência para manter sagrado o nome de Deus, mesmo na conduta de vida. (5.3.3.4)
Juramentos levianos invocando o nome de Deus infringem o segundo mandamento. (5.3.3.5)