- Table of content
- 3.4.9.1 Jesus institui a Santa Ceia
- 3.4.9.2 Jesus em Getesêmane
- 3.4.9.3 Jesus diante do Sinédrio
- 3.4.9.4 Jesus diante de Pilatos e Herodes
- 3.4.9.5 Crucificação e morte sacrificial de Jesus
- 3.4.9.6 Indicações veterotestamentárias referentes ao sofrimento e à morte sacrificial de Jesus
- 3.4.9.7 Indicações de Jesus referentes ao Seu sofrimento e à Sua morte
- 3.4.9.8 Indicações referentes à morte sacrificial de Jesus nas epístolas dos apóstolos
- 3.4.9.9 A cruz
3.4.9.8 Indicações referentes à morte sacrificial de Jesus nas epístolas dos apóstolos
A morte sacrificial de Jesus e o caminho à redenção que então se abriu para os homens, são temas centrais nas epístolas dos apóstolos. Por exemplo, na 1ª de João 3,16: «Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos» (cf. 1Pe 2,21-24).
A Epístola Aos Hebreus mostra a Nova Aliança em comparação com a Antiga Aliança e coloca o sacrifício de Cristo no fulcro da história de salvação. Os sumos sacerdotes da Antiga Aliança eram pecadores e mortais; o seu sacerdócio chegara ao fim. Mas Jesus Cristo é sem pecado e imortal; o Seu sacerdócio é incorruptível. Na Antiga Aliança, todos os sacerdotes tinham de repetir os seus sacrifícios, mas o sacrifício de Cristo foi feito uma única vez e ficou válido para sempre (Heb 9).
As afirmações sobre a morte sacrificial de Jesus nas epístolas dos apóstolos também foram feitas porque tinham surgido doutrinas falsas. Uma delas preconizava a existência de um mensageiro, que entraria no mundo e se tornaria Homem apenas aparentemente, mas que nunca sofreria nem morreria na cruz. Outras doutrinas falsas negavam a ressurreição do Senhor. O apóstolo Paulo opôs-se e disse «que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras» (1Cor 15,3.4).
Na 2ª aos Coríntios 5,19 descreve-se o significado da morte sacrificial de Jesus: «Deus estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo».