- Table of content
- 3.4.1 O Filho unigénito de Deus
- 3.4.2 O Verbo encarnado
- 3.4.3 Jesus Cristo, verdadeiro Homem e verdadeiro Deus
- 3.4.4 Indicações referentes a Jesus Cristo no Antigo Testamento
- 3.4.5 Jesus Cristo — o Redentor
- 3.4.6 Títulos de majestade atribuídos a Jesus
- 3.4.7 Ministérios de Cristo — Rei, Sacerdote e Profeta
- 3.4.8 Testemunhos neotestamentários referentes à pessoa e à atuação de Jesus Cristo
- 3.4.9 Paixão e morte sacrificial de Jesus
- 3.4.10 Atuação de Jesus Cristo no reino dos mortos
- 3.4.11 Ressurreição de Jesus Cristo
- 3.4.12 Ascensão de Jesus Cristo
- 3.4.13 Jesus Cristo como cabeça da Igreja
- 3.4.14 Jesus Cristo como cabeça da criação
- 3.4.15 Promessa da revinda de Jesus Cristo
3.4.5 Jesus Cristo — o Redentor
O nome "Jesus" significa: "O Senhor salva". Quando o anjo Gabriel anunciou o nascimento de Jesus, ele especificou logo o nome que Lhe haviam de dar: «[...] e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados» (Mt 1,21). Já a nomenclatura evidencia que Jesus é o Salvador e Redentor prometido.
Nas Suas obras, Jesus Cristo manifestou-se como sendo o Salvador e Redentor enviado por Deus: «Os cegos vêem, e os coxos andam; os leprosos são limpos, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho» (Mt 11,5). Mas a redenção através de Jesus Cristo ainda vai muito além da dimensão do visível, da temporalidade, pois abrange também o que é invisível, eterno. Ela tira ao diabo o poder sobre o Homem e conduz para fora do pecado e da morte.
A redenção do Homem é fundamentada no sacrifício de Jesus Cristo (Ef 1,7). Unicamente n'Ele é que o Homem obtém acesso à salvação(Act 4,12).
SÍNTESE
Deus, o Filho, é a segunda pessoa da Trindade de Deus. Em Jesus Cristo, Ele tornou-se Homem continuando a ser, ao mesmo tempo, Deus: Ele entrou na realidade histórica. (3.4)
Jesus Cristo é verdadeiro Homem e verdadeiro Deus, ou seja, tem duas naturezas diferentes. Na Sua natureza humana, Jesus Cristo é igual aos outros homens, contudo, é imaculado. Segundo a Sua natureza divina, Ele continua a ser inalteravelmente verdadeiro Deus, mesmo durante o período da Sua humilhação na Terra. (3.4)
Jesus é designado "Filho unigénito de Deus". O Filho de Deus, o "Unigénito", é o Gerado pelo Pai, ou seja, não foi criado, mas antes é eterno, sem princípio nem fim, tem a mesma natureza que o Pai. (3.4.1)
A palavra divina extramundana ("logos", o verbo), que, no início, está com Deus, através de Jesus entra na esfera do que é terreno e humano. "Faz-se carne" (Jo 1,14) — o Verbo eterno torna-se um verdadeiro Homem. A glória do Pai no além torna-se uma realidade histórica experienciável na glória do Filho no aquém. (3.4.2)
A dupla natureza de Jesus Cristo, enquanto verdadeiro Homem e verdadeiro Deus, é um mistério. Enquanto verdadeiro Homem, Jesus partilhou com os homens todo o espectro das emoções corporais e espirituais. Enquanto verdadeiro Deus, Ele expressou a Sua consubstancialidade com o Pai: «Eu e o Pai somos um» (Jo 10,30). (3.4.3)
O Antigo Testamento contém algumas indicações que remetem para o Messias vindouro. Os profetas veterotestamentários anteveem pormenores concretos relacionados com a aparição do Redentor. Desta forma, a existência eterna, a encarnação do Filho de Deus, bem como o Seu caminho sobre a Terra, foram profetizados já no Antigo Testamento. (3.4.4)
Nas Suas obras, Jesus Cristo manifestou-se como sendo o Redentor enviado por Deus. A redenção que liberta da morte e do pecado é baseada no sacrifício de Jesus Cristo; o Homem só consegue alcançar a salvação através d'Ele. (3.4.5)