3.4.9 Paixão e morte sacrificial de Jesus

Os últimos dias que antecedem a morte sacrificial de Jesus são alvo de uma descrição detalhada nos Evangelhos.

Quando o Senhor entrou em Jerusalém sentado num jumento, cumpriu-se a profecia contida em Zacarias 9,9. Com a purificação do templo, Jesus evidenciou que a casa do Senhor é sagrada. As disputas com os fariseus e saduceus foram-se agravando — até ao ponto de quererem a Sua morte (Lc 20).

Quando Jesus foi ungido com um unguento de nardo puro muito precioso, segundo as Suas palavras, isso aconteceu em antecedência à Sua morte iminente (Jo 12,7). Alguns dos presentes ficaram algo aborrecidos por acharem que era um desperdício: se tivessem vendido aquele unguento, os «trezentos dinheiros» teriam sido mais úteis dando-os aos pobres. Judas Iscariotes, um dos doze apóstolos, dirigiu-se aos sumos sacerdotes. Ofereceram-lhe 30 «siclos de prata» se traísse Jesus, isto é, 30 moedas de prata, um montante correspondente ao preço de um escravo (Ex 21,32). Desta forma, cumpriu-se o que fora referido em Zacarias 11,12.13 — o Senhor foi colocado ao mesmo nível de um escravo.