- Table of content
- 3.4.1 O Filho unigénito de Deus
- 3.4.2 O Verbo encarnado
- 3.4.3 Jesus Cristo, verdadeiro Homem e verdadeiro Deus
- 3.4.4 Indicações referentes a Jesus Cristo no Antigo Testamento
- 3.4.5 Jesus Cristo — o Redentor
- 3.4.6 Títulos de majestade atribuídos a Jesus
- 3.4.7 Ministérios de Cristo — Rei, Sacerdote e Profeta
- 3.4.8 Testemunhos neotestamentários referentes à pessoa e à atuação de Jesus Cristo
- 3.4.9 Paixão e morte sacrificial de Jesus
- 3.4.10 Atuação de Jesus Cristo no reino dos mortos
- 3.4.11 Ressurreição de Jesus Cristo
- 3.4.12 Ascensão de Jesus Cristo
- 3.4.13 Jesus Cristo como cabeça da Igreja
- 3.4.14 Jesus Cristo como cabeça da criação
- 3.4.15 Promessa da revinda de Jesus Cristo
3.4.10 Atuação de Jesus Cristo no reino dos mortos
Na 1ª de Pedro 3,18-20 está descrito que, após a Sua morte, o Filho de Deus pregara àqueles que, na época de Noé, tinham desobedecido. Ele fez isso para oferecer a salvação: «Porque por isso foi pregado o evangelho, também, aos mortos, para que, na verdade, fossem julgados segundo os homens na carne, mas vivessem segundo Deus, em espírito» (1Pe 4,6). Ou seja, a ação salvífica de Cristo também abrange os mortos. Da forma como o Filho de Deus se dedicara aos pecadores na Terra, assim o foi fazer com aqueles que na sua vida terrena desrespeitaram a vontade divina.
Desde que Jesus fez o Seu sacrifício, também os mortos passaram a ter acesso à salvação (vide 9.6). Ele próprio disse: «vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão» (Jo 5,25).
Através da Sua morte sacrificial, o Filho de Deus tirou ao diabo o poder sobre a morte (Heb 2,14.15). Ele, Jesus Cristo, tem as chaves da morte e do inferno (Ap 1,18). Neste contexto, o termo "inferno" não designa o local da maldição, mas antes o local onde se encontram os falecidos, e a locução "ter as chaves" significa exercer o domínio.
De Romanos 14,9 consta o seguinte: «Foi para isto que morreu Cristo, e tornou a viver: para ser Senhor, tanto dos mortos, como dos vivos». Sendo o Senhor, Ele foi enaltecido pelo Pai que o colocou acima de todos: «Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; para que, ao nome de Jesus, se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra» (Fl 2,9.10).
O ingresso do Filho de Deus no reino dos mortos é o momento de triunfo do vencedor de Gólgota, que destruiu o poder da morte e lhe tirou o seu caráter eterno.